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Articulos Firmados Debate: Sobre la entrevista de Harlan Lane
Editado el Voces el Saturday a las 19:40:19, el 25 December del 2004
Contribución de anahi

Respuesta de Anahi GM a la entrevista del diario EL PAÍS

A verdade é que eu não agüento mais essa estória de diversidade humana. Quando um maluco atacar Harlan Lane e comer-lhe a bunda, quero ver se ele vai dizer que o comportamento do estuprador é parte da diversidade humana. Isso mostra que, se não se levarem em consideração as ciências sociais, fala-se muita merda, como nesse texto que li.

Será que existe um sociólogo ou cientista político que compartilhe com essa porcaria ? O pessoal da Educação, Letras e Psicologia que compartilha disso não entende nada disso e o pior é que esse pessoal acaba tendo força política. Vejam as favelas que ficam em zonas de risco e não se pode mudar porque ganharam status de comunidade, isto é, os barracos caem uns por cima dos outros e se você retirar as famílias de lá, vêm esses babacas dizer que foi uma violência, foi uma truculência.

De qualquer forma, não me espanta essas afirmações de Harlan Lane (para quem não sabe, ele é o autor do famoso livro sobre a "comunidade surda": "A Máscara da Benevolência - a comunidade surda amordaçada") sobre o implante coclear, mesmo em crianças surdas de nascença. Ele é por mim conhecido mais por suas opiniões exageradamente sectaristas, extremistas e demagógicas, propagando informações equivocadas e um tanto arrogantemente generalizadas sobre os "malefícios" do implante coclear, notadamente em crianças nascidas surdas.

Ao defender a idéia da surdez como manifestação cultural legitimamente humana ele está na verdade fomentando sua perpetuação com a justificativa de que a surdez é produto cultural do ser humano e não uma das deficiências inerentes ao ser humano. Dizer que os surdos são de uma "raça étnica" especial (sic) e que a surdez é manifestação cultural da diversidade humana não passa de conversa pra boi dormir. Repito: a surdez é apenas uma condição física que leva a um comportamento cultural específico mas não é cultura de forma alguma. Eu penso que a "cultura surda" NÃO é independente da cultura humana como um todo; é um subconjunto em que determinadas manifestações derivam da falta de outro meio de comunicação.

Vou ilustrar um exemplo explicativo da teoria da Evolução das espécies para explicar por que a surdez é uma deficiência.
Já usei esta idéia noutra oportunidade e aqui será apenas repetida. O pessoal da National Geografic Society financiou um estudo que acompanhou a migração das zebras e dos gnus através da África. Esse estudo provou que há uma redução maior na população dessas duas espécies devida à sorte que à lei do mais forte. Em outras palavras, não é sempre o mais forte que sobrevive, visto que, na travessia de um rio, o mais dotado da manada pode quebrar uma perna - como de fato acontece - e ser comido por um crocodilo. Assim, a Evolução poderá não contar com aquele indivíduo. O fato é que, ao quebrar a perna, a locomoção fica prejudicada e o animal é fatalmente devorado. Não é nem uma questão de probabilidade senão de fatalidade: ele será devorado pelo simples motivo de que não terá conseguido fugir.

Os africanos falam que, quando um leão chega, o gnu já farejou, a zebra já viu e o veado já ouviu e todos correram. Digamos agora que o fato de um veado ser privado da audição seja uma manifestação servídeo-cultural e não uma deficiência. Será que ele correrá ? Será que, se não correr, o leão respeitará sua cultura e passará ao largo ?

E o que tem tudo isso a ver com Darwin ? Ele disse que as espécies evoluem pela adaptação ao meio. Assim, os peixes que vivem nos lagos subterrâneos têm seus olhos atrofiados e isso é Evolução. Um animal poderá diminuir de tamanho ao longo do tempo, como aconteceu com os leões e tigres de dentes-de-sabre, visto que os mega-mamíferos de que se alimentavam desapareceram, induzindo os maiores a não sobreviverem, restando os de menor porte e maior velocidade. Então, uma coisa é garantida: a falta de algo inerente à espécie não é manifestação cultural coisa alguma, é deficiência mesmo.

Para finalizar, faço minhas as palavras de Joan Zamora, presidente da Associação dos Implantados Cocleares de Espanha, e reafirmo com todas as letras que, ao contrário do que prega o Sr. Lane, a geração de crianças surdas de nascença hoje têm muito mais oportunidades à sua frente do que as que eu e demais amigos surdos da minha geração (e as anteriores) tivemos. Sofremos horrores com a "imposição" cruel, porém necessária, da oralização e com a reivindicação do reconhecimento das línguas de sinais tal que acabamos por nos separar uns dos outros durante séculos. E hoje não só temos a língua de sinais mas também o implante coclear, a mais estupenda tecnologia que realmente devolve ao surdo, se submetido à cirurgia de implante coclear desde a mais tenra idade, a capacidade de ouvir e de falar naturalmente em muito menos tempo e com muito menos trabalho custoso. Se sofremos no passado, é para que os surdos de hoje não passem mais pelo que passamos.


Cordiais saudações desde Brasil,

Anahi GM
Presidente do Centro de Vida Independente de
Florianópolis
Surdez congênita, progressiva, neurossensorial bilateral profunda, pré-lingual
Implantada coclear há 1 ano e 11 meses pelo Hospital das Clínicas da Unicamp, Campinas/SP

"Só para ouvir o vento passar, vale a pena ter nascido."
(Fernando Pessoa)

Ou seja, parodiando: só para ouvir o vento passar, vale a pena ter meu implante coclear.


 
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